terça-feira, 14 de abril de 2015

Aquisição e preparação dos chás


                    De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) 80% da população mundial faz uso da fitoterapia, sendo que estima-se ainda que somente 30% deste uso, tenha origem em indicação realizada por algum profissional da área da saúde.
                    A Farmácia caseira ou ainda a do auto cuidado é constituída, entre outros, pelo amplo consumo de chás, por parte da população. Os chás são plantas medicinais e por sua vez, estas são consideradas produtos naturais, cujo a lei permite que sejam comercializados livremente, sem necessidade de registro na ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) e na maior parte das vezes sem a certificação necessária.
                   Quem consome em geral desconhece a importância do cuidado com o solo, com o plantio, com a colheita e em especial com sua forma de preparo e ainda se a espécie comercializada é a mesma que possui seus efeitos terapêuticos comprovados.  O que em geral compromete a concentração de ativos, responsáveis pela ação terapêutica positiva.
                   O solo deverá ser limpo e receber uma adubação equilibrada, a fim de evitar a presença de ácaros, lagartas, percevejos entre outros que podem ocasionar doenças transmitidas por fungos, bactérias e/ou vírus. A colheita e a forma de preparo deverão ser realizadas em acordo com a parte utilizada da planta.
                   Desta forma plantas cujo os ativos terapêuticos se encontrem na casca deverão ser colhidas após estarem floridas. Da mesma forma que ativos presentes nas flores a colheita será realizada no início da floração. Quando estes estiverem presentes nos frutos e sementes – colher somente depois de maduros, nas raízes – somente quando a planta estiver adulta e nos talos e folhas, antes do seu florescimento.
                  Quanto ao preparo, duas formas clássicas se apresentam, infusão e decocção. Na infusão devemos adicionar agua fervente a planta e tampar por 30 minutos e coar, enquanto que na decocção, a planta deverá ser colocada em agua fria e levada à fervura, deixar por mais 30 minutos em fogo brando. Desligar e coar.
                  A infusão serve para o preparo das plantas cujas as partes utilizadas sejam as folhas e flores e a decocção para as plantas que se utilizem a casca e as raízes.
                  A quantidade da planta deverá ser de 1 colher de sobremesa para cada xicara de agua. Consumir a quantidade preparada por um período inferior a 24 horas. Desprezar caso tenha sobra.
Quando tomar:
Diuréticos e vermífugos – no café da manhã.
Protetores do fígado, para febre ou tosse – 2 horas antes e depois das principais refeições.
Antiácidos – 30 minutos antes das principais refeições.
Digestivos e para gases – após as principais refeições.
Calmantes e laxativos – antes de dormir.

Quanto tomar:
De 2 a 5 anos – meia xicara de chá 3 vezes ao dia.
De 5 a 10 anos – meia xicara de chá 4 vezes ao dia.
De 10 a 15 anos – 1 xicara de chá 3 vezes ao dia.
Adultos – 1 xicara de chá 4 vezes ao dia.

Chás mais utilizados e sua forma de preparo e uso.
Chá
Nome Cientifico
Indicação
Parte Utilizada
Modo de Preparo
Hora da tomada
Amora
Morus nigra
Anti-inflamatório
Fruto
Infusão
1 xicara 4 x ao dia
Boldo
Peumus boldus
Digestivo
Folhas
Infusão
Nas refeições
Camomila
Matricaria
chamomilla
Calmante
Flores
Infusão
Noite ou
1 xicara 4 x ao dia
Capim Limão
Cymbopogum
citratus
Cólicas
Folhas
Infusão
1 xicara 4 x ao dia
Carqueja
Bacharis trimera
Diurético
Partes aéreas
Infusão
1 xicara 4 x ao dia
Chá Verde
Thea sinensis
Auxiliar na perda de peso
Folhas
Infusão
1 xicara 4 x ao dia
Erva Doce
Pimpinella anisum
Cólicas Gases
Frutos
Infusão
1 xicara 4 x ao dia
Erva Mate
Ilex paraguariensis
Digestivo
Folhas
Infusão
Nas refeições ou
1 xicara 4 x ao dia
Eucalipto
Eucaliptus citriodora
Gripes Rinite
Folhas
Infusão
1 xicara 4 x ao dia
Gengibre
Zingiber officinalis
Gripes Resfriados
Raiz
Decocção
1 xicara 4 x ao dia
Hibisco
Hibiscus sabdariffa
Anti-inflamatório
Flores
Infusão
1 xicara 4 x ao dia
Hortelã
Mentha piperita
Gases Gripes
Folhas e Ramos
Infusão
1 xicara 4 x ao dia
Maracujá
Passiflora alata
Ansiedade  Insônia
Fruto
Infusão
Noite
Melissa
Melissa officinalis
Digestivo Gases
Fruto
Infusão
Nas refeições
Tamarindo
Tamarindus indica
Laxante Vermífugo
Fruto
Infusão
Noite 

Deborah Marques (ABFIT)
Farmacêutica Clinica

CRFRJ 4804
www.abfit.org.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

ABFIT oferece curso completo on-line de Fitoterapia


O Brasil abriga a maior floresta tropical do planeta, que contempla significativa diversidade animal e vegetal. Contudo alcançamos o topo do ranking mundial em ineficiência na exploração dessa biodiversidade.


Pesquisadores constataram que, das cerca de 250 mil espécies vegetais existentes, 55 mil se encontram em solo brasileiro, muitas delas originárias de ecossistemas exclusivos do território brasileiro, e que não ocorrem em nenhum outro local do mundo. Distribuídas pela Caatinga, Cerrado, Pantanal, Amazônia e Mata Atlântica, admite-se a existência de muitas espécies ainda desconhecidas da ciência. Todavia, o mal aproveitamento econômico no emprego dessa imensa riqueza natural é uma triste constatação. “É urgente fazer uma profunda reflexão sobre a ineficiência no aproveitamento de nossas abundantes potencialidades naturais”, afirma Dr. Alex Botsaris, presidente da ABFIT - Associação Brasileira de Fitoterapia.

Um dos principais exemplos de descaso do Governo brasileiro está na falta de organização e ineficiência da pesquisa e desenvolvimento aplicados às plantas medicinais. Essas plantas possuem uma farta informação tradicional de uso humano que permite a orientação de pesquisas. Entretanto, apesar de um número significativo de publicações, não conseguimos patentear nenhuma inovação, ou oferecer à sociedade nenhum produto aplicável na área da saúde. As plantas ainda representam um reservatório enorme de moléculas com arquitetura química inovadora e grande potencial de uso em medicina; veterinária; cosmética; indústria de alimentos; e química de produtos naturais, - todos mercados de valor inestimável. Mas até hoje não registramos nenhum caso de sucesso em produtos com significativo retorno financeiro.

Um bom exemplo é o Jaborandi, que teve sua extração explorada como commodity, com plantações no nordeste brasileiro foram, posteriormente, abandonadas para produção no exterior. Resultado: a pilocarpina, molécula descoberta na nossa flora, foi exclusivamente explorada pela indústria farmacêutica, com benefício quase nulo para o país.  Atualmente a pilocarpina caiu em domínio público e deixou de ser uma molécula com forte interesse comercial.

Já outros países (alguns até na América Latina) que implantam políticas eficientes de estímulo ao aproveitamento da biodiversidade, colecionam exemplos de sucesso. É o caso de Peru, Argentina, Chile e Costa Rica  - países que possuem programas de aproveitamento da riqueza natural eficientes e rentáveis. O primeiro fitoterápico aprovado nos Estados Unidos no FDA, por exemplo, resultou de uma parceria de pesquisadores peruanos, equatorianos e americanos, tendo parte da patente revertida em prol dos países latino-americanos.

Na outra ponta situa-se o Brasil, um dos campeões mundiais de denúncias de biopirataria. Citamos o exemplo da Espinheira Santa; uma das plantas medicinais mais usadas aqui, cujas substâncias químicas foram patenteadas por pesquisadores japoneses. Casos recorrentes como esse não recebem qualquer retaliação oficial brasileira, gerando uma impunidade que agrava o problema, com perdas irreparáveis. Assim como esse exemplo outras plantas brasileiras foram patenteadas no Japão e nos Estados Unidos.

A OMS reconhece a fitoterapia como método terapêutico eficaz e recomenda aos países membros que formem profissionais capacitados a prescreve-la, o que não vem sendo observado em nosso país. Na visão da ABFIT, uma das principais causas desse desinteresse é a falta de capacitação dos profissionais de nível superior em fitoterapia, resultando na carência de áreas formais de ensino e pesquisa no ambiente universitário. Não existem, na maioria dos cursos universitários, matérias na grade curricular que abordem o tema. E por não constarem do currículo de profissionais da saúde, supostamente capacitados a prescrever, os programas de inclusão de fitoterápicos no SUS não evoluem.

Conscientes desse desafio os especialistas que compõem a ABFIT desenvolveram um curso online – EAD: Curso de Capacitação em Fitoterapia –, que oferece um treinamento de alta qualidade aos profissionais interessados nessa área. Baseado nos moldes do curso presencial da Associação – o mais antigo e completo do mercado - ensina as regras de associação de plantas, com uma abordagem mais profunda, garantindo maior segurança para o aluno prescrever. O material on-line funciona como uma apresentação, com sugestões de leitura, contato com os tutores via Skype ou Messenger, além de provas e exercícios on line e trabalhos escritos solicitados pelos professores do curso. Na sequencia é oferecido um módulo prático opcional, presencial.

A versão online além de garantir a mesma qualidade de conteúdo oferece mais algumas vantagens importantes - custo reduzido do valor das mensalidades; confortos com a flexibilidade de horário para o aluno assistir a aula e de não precisar se deslocar, ganhando tempo e qualidade de vida. Isso é compensado com mais trabalho para casa, o que faz com que o tempo do estudante seja melhor aproveitado.

ABFIT: Contato: Regina Casales http://www.abfit.org.br/cursos-e-eventos, Inscrição pelo email: abfit@abfit.com.br, ou tel: (21) 3349-5718  

Assessoria de Imprensa: Luciana Azambuja (21) 99966.8902 fatutti@gmail.com

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Abre a amanhã, em Paris, a nova exposição de Gonçalo Ivo

A Galeria Boulakia, Paris, apresenta 15 pinturas em grande formato produzidas nos últimos três anos do pintor Gonçalo Ivo, de 2 de dezembro de 2014 a 5 de janeiro de 2015.

Nesta segunda exposição na Galeria Boulakia, a primeira data de 2012, e sua sétima exposição individual em Paris, Gonçalo Ivo, fiel a ele mesmo e à pintura, atividade que desenvolve desde jovem, continua aprofundando questões plásticas que lhe são caras como a cor como forma autônoma de linguagem, uma geometria mais próxima da poesia do que do rigor e uma latente espiritualidade gerada pela sua proximidade e admiração aos grandes mestres do passado.

Aos 56 anos, instalado ha 15 com sua família e seu ateliê em Paris , este artista brasileiro que conviveu em sua juventude com Iberê Camargo, Aluisio Carvão e que tinha nas paredes da casa paterna Lygia Clark, Volpi, Eliseu Visconti e muitos outros mestres modernos e antigos, apresenta agora para o publico francês séries inéditas de trabalhos.

Sobre Gonçalo Ivo:
Arquiteto de formação, filho do poeta Lêdo Ivo, desde pequeno convive com intelectuais como Iberê Camargo, João Cabral de Mello Neto, etc…

Artista internacional com obras no Museu de Arte Geométrica de Dallas, de Long Beach, California e nos principais museus brasileiros: Belas Artes Rio de Janeiro, Pinacoteca do Estado de São Paulo,  Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Museu do Mar no Rio de Janeiro entre outros,  vários livros publicados sobre sua obra com textos dos mais relevantes críticos de arte como o francês Marcelin Pleynet e os brasileiros Frederico Morais, Fernando Cocchiarale e Roberto Pontual para citar apenas alguns.

Sobre a Galeria Boulakia:
Fundada em 1971, a Galeria Boulakia representa os grandes nomes da historia da arte, dos impressionistas a Jean-Michel Basquiat passando por Picasso, Fernand Leger, Damien Hirst, Chagall, etc…
Sustentou no inicio da carreira obras de artistas então desconhecidos como Sam Francis, Alechinsky, Jorn e Appel.
Instalada na avenue Matignon n° 10, a Galeria Boulakia é das mais prestigiosas galerias francesas. Galerie Boulakia
10, Av. Matignon
Paris 8ème

Contato no Brasil: Luciana Azambuja (21) 99966.8902 / 2240.4236 fatutti@gmail.com

Skunna completa 23 anos na bucólica Vargem Grande

Que tal desfrutar dos novos sabores, preparados pelo chef Aylton Oliveira,brindando com um bom vinho, diante da contemplativa vista verde da reserva?

Essa é a nossa dica gourmet para o dia 27 de novembro quando o restaurante Skunna, em Vargem Grande, completa 23 anos. O segredo do longínquo sucesso é manter a alta qualidade e sabor, com atendimento personalizado, em um bucólico ambiente.

Com duas receitas inspiradas na data - o Penne ao Molho de Camarão com aspargos Frescos , R$145,00 (duas pessoas) e o Escalopinho ao Molho de Vinho do Porto com Farofa de Panko e Foie Gras, R$165,00 (duas pessoas) o veterano chef receberá todos os clientes com som ao vivo e uma taça de vinho tinto ou branco chileno. Para finalizar o banquete que tal o manjar dos deuses - pasteis de geléia de goiaba de Campos com queijo minas (duas unidades) por R$14,00. 

SKUNNA: Dia 27 de novembro. Jantar das 19h até as 0:30h. Estrada dos Bandeirantes, 23.363 - Vargem Grande. Tel. 2428.1213. Funcionamento:4a das 17h às 24h,  5ª das 19h às 24h, 6ª e sábado das 12h a 1h e domingo das 12h às 21h. Aceita Amex, Dinners, Credicard. Estacionamento no local. Grupos Fechados: Atendemos também a jantares ou almoços na residência ou na Empresa.  Delivery: Nos Bairros de Vargem Grande, Vargem Pequena, Recreio, Barra da Tijuca e São Conrado. Não aceita cartão Visa. www.skunna.com.br - https://www.facebook.com/restauranteskunna

Perfil do chef
Há 23 anos o economista Aylton Oliveira, então proprietário de uma corretora de seguros, abandonou tudo e para viver na cozinha. Abriu o Skunna -um restaurante na rural e bucólica Vargem Grande, especializado em frutos do mar onde criou receitas como a feijoada de frutos do mar e o angu à baiana. 
Incansável pesquisador de sabores dos mais longínquos cantos do Brasil -  Bahia, Goiás e Pará -  rompeu barreiras do território nacional com seu último festival de Comida Árabe (Síria), e já planeja seu próximo desafio - festival tailandês com seu amigo David Zisman, do Nam Thai - previsto para logo após o aniversário da casa dia 27/11. 
Aylton que em 2008 fez estágio na escola de gastronomia de Lyon, contou também com ensinamentos dos mestres Zé Hugo Celidônio, Flavia Quaresma e Dolores Rezende. Faz parte ainda da "Confraria da Porrinha" que acontece uma vez por mês, sempre às terças-feiras onde se reúnem renomados chefs para um bom papo regado a receitas da casa anfitriã e selecionados rótulos de vinho.
Contato: Luciana Azambuja (21) 99966.8902 / 2240.4236 fatutti@gmail.com