terça-feira, 30 de setembro de 2014

Brás, o pequeno viajante


Nos meses de outubro e novembro o Teatro do Jockey se transformará no cenário mágico para a jornada de “Brás, O Pequeno Viajante”. Trata-se de um espetáculo multimídia onde teatro, música e vídeo interagem, transpondo para o palco a história de um menino que passa por uma grande transformação ao ser lançado “por acaso”, numa viagem surpreendente pelo mundo imaginário de um livro rasgado.

Durante o percurso do garoto, planetas com moradores curiosos tomarão forma, colocando temas como desequilíbrio social e ecológico em primeiro plano, convidando o público infanto-juvenil para uma reflexão sobre nossas ações e consequências no planeta em que vivemos. O livro garimpado no lixo, conduzirá Brás a uma viagem inesquecível, onde o menino se transformará no personagem Príncipixote.

A peça é inspirada livremente no livro “O Pequeno Príncipe”, mas se configura como uma obra dramatúrgica original e inédita. O processo de criação do texto passou por uma contemplação do clássico, para depois alçar voo próprio, dando origem à peça “Brás, O Pequeno Viajante”,  acrescenta Paula Novaes, autora da obra e responsável pela direção cênica e produção.

Assim, o trabalho de Saint-Exupéry que habita o inconsciente coletivo da humanidade, receberá uma homenagem cênica, resgatando valores como o verbo “cuidar”, defendidos pelo célebre escritor, tão necessários aos dias de hoje. Assim, a dificuldade de lidar com o amor pela personagem Água sem prejudicá-la, fará com que Principixote saia viajando até chegar no planeta Terra e encontrar Aiê, que o ensinará a “cafuninhá”, verbo inventado pela dramaturga, sinônimo de cuidar. Para transportar o publico por esta viagem, vídeos divertidos serão projetados, onde o universo tomará formas lúdicas, tais como bolinhas de gude, caixinhas de papelão e planetas de espuma de sabão. O cenário de Martingil Egypto, busca no lixo a inspiração para a construção da favela e também dos seus adereços, onde garrafas de água, papelão, sacos, tubos e outros materiais  ganham formatos diversos. 

 A trilha musical terá composição de Heleno Hauer, mesclada a trechos de obras clássicas como Danúbio azul e Rhapsody in blue. E, para abrilhantar ainda mais o espetáculo, contamos com a criatividade na customização de figurinos de Otacílio Coutinho e na iluminação do premiado Aurélio di Simoni.  Boa viagem!

Teatro do Jockey: Todos os sábados e domingos, às 18h30 (duração 70min). De 4 de Outubro a 23 de Novembro.  No Dia da Criança (12 de outubro) serão sorteados exemplares do livro homônimo.  Av. Bartolomeu Mitre, 1110 – Leblon. Entrada para o estacionamento: Rua Mário Ribeiro, 410 – Gávea. Tel.: (21) 2540-9853. Aberto de terça-feira a domingo, das 14h às 22h. Ingresso: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00. Classificação livre. https://www.facebook.com/pages/Brás-o-Pequeno-Viajante
O livro homônimo, da editora Viajante do Tempo -www.viajantedotempo.com e editora@viajantedotempo.com, acaba de ser lançado na Livraria Blooks, Espaço Itaú de Cinema – Praia de Botafogo, 316. Tel. (21) 2237.7974. ISBN 9788563382177; Preço: R$ 44,00. Formato 15,5x23 cm; 96 páginas; 4x4 cores.

Contato: Luciana Azambuja (21) 99966.8902 / fatutti@gmail.com

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Técnica oitocentista de fotografia volta à cena - Os Daguerreotipistas estão chegando


Uma técnica oitocentista será revelada por um de seus raros especialistas – Francisco Moreira da Costa - no dia da fotografia (19 de Agosto), em demonstração de daguerreótipo no Instituto Moreira Salles.
O primeiro processo fotográfico, desenvolvido por Louis Jacques Mandé Daguerre, publicado pela Academie des Sciences de Paris em 19 de agosto de 1839, surpreendeu o mundo com a sua capacidade de reprodução da realidade, apresentando uma definição jamais superada por outra técnica.
Por se tratar de fotografias em positivo direto, ou seja, sem negativos, as obras se destacam pela unicidade que, dependendo do ângulo, pode ser vista em positivo ou em negativo. Os objetos fotografados por ele são primários, como candeeiro, santos, cachos de bananas (plasticidade e símbolo das raízes). O fotógrafo revela que a evolução fez com que fossemos perdendo a resolução que o daguerreotipo está trazendo de volta.
Essas e outra curiosidade serão demonstradas na apresentação “Daguerreótipos – o início da fotografia”. 
“A palestra apresenta pesquisa que venho desenvolvendo nos últimos 16 anos para fazer daguerreótipos no século XXI”, ressalta o especialista que credita à busca da melhor qualidade, sobretudo pela classe artística, a razão de retorno a essa técnica usada no Brasil, inicialmente, por D. Pedro I para fotografar o príncipe da Prússia.
Contudo, reconstruir uma técnica fotográfica esquecida e pouquíssima revisitada na modernidade apresenta um alto grau de dificuldades: desde o levantamento bibliográfico, adaptação de equipamentos e infra-estrutura adequada. Isto motivou Francisco a dar início à construção de um estúdio voltado para as técnicas do século XIX, com todas as condições para se refazer os processos históricos – pesquisa importante para a conservação de acervos fotográficos.
Para os interessados em aprofundar o conhecimento da técnica, o especialista que desenvolve há 18 anos, conta com uma oficina em seu estúdio, em Lumiar. As próximas já estão marcadas para os dias 20 e 21/9;  e 27 e 28/9. Nela, durante um final de semana, cada participante (grupos de 8) terá acesso a todo o processo, desde o polimento da placa de cobre até obter a imagem sobre a prata.

Sobre o fotógrafo:
Francisco Moreira da Costa - carioca nascido em 1960.  Fotógrafo e conservador. Cursou engenharia química na UFRJ e começou a fotografar em 1983. Em l989, fez aperfeiçoamento em fotografia e preservação fotográfica no Rochester Institute of Technology (RIT), Museu Internacional da Fotografia em Rochester e no New York Municipal Archives, NY, com bolsa  da Fundação  Vitae e da OEA.
Participou da implantação do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte em 1987, onde trabalhou até 1999. Atualmente é fotógrafo do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do IPHAN.
  Pesquisa Daguerreotipia desde 1996, desenvolvendo o seu equipamento a partir de manuais do século XIX. É um dos únicos brasileiros a utilizarem a técnica original da daguerreotipia e está entre os cerca de 30 daguerreotipistas contemporâneos em atividade no mundo inteiro. Em 2004 foi selecionado para o Salão Arte Pará com três daguerreótipos, recebendo por um deles o Prêmio Aquisição, Acervo da Fundação Rômulo Maiorana. Já coordenou diversas Oficinas de Daguerreotipia pelo Brasil e América do Sul.  Idealizador do Studio Século XIX, em Lumiar, RJ, onde pesquisa e oferece oficinas de Daguerreotipia desde 2003, quando participou pela primeira vez do FotoRio.

Francisco Moreira da Costa- Fotógrafo, Conservador de Fotografia e Daguerreotipista. Studioseculo19@terra.com.br. Tel: (21) 99706 3595
Instituto Moreira Sales: Dia 19, terça-feira. Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea. 3284.7400. 

domingo, 10 de agosto de 2014

Intensas Criaturas em seus infinitos devires


... Intensas Criaturas começam a invadir o planeta... temos que interromper... É com essa leveza que a artista visual, pesquisadora de arte contemporânea e professora de Fotografia, Claudia Lewinsohn, convida os interessados em novas linguagens artísticas para o lançamento de sua mais recente obra literária, no dia 20 de Agosto, às 19 horas, na nova Livraria da Travessa de Botafogo.

O resultado traz uma reflexão originada em um processo de criação: o trabalho da autora Claudia Lewinsohn, enquanto artista visual, que se inicia na pintura, percorre outras linguagens artísticas e por fim se manifesta em forma de vídeos digitais. O trabalho - prática artística contemporânea - propõe transitar nas fronteiras entre linguagens artísticas, formulando propostas que expandem o universo visual a interligações com o universo da cena teatral e o da performance.

O texto analisa e relaciona pensamentos e conceitos filosóficos que subsidiarão as reflexões empreendidas em torno da questão central: o processo de criação visual em seus diversos devires. O livro, como bem descreve o artista visual Luciano Vinhosa, em seu prefácio, é “fluxo de ideias encarnadas em matéria literária”.

Em permanente devir (Deleuze) as Criaturas que passaram por diversos encontros, experimentaram diferentes formas de vida – esculturas, objeto performático. Atualmente impõem ao espectador contemplações rápidas e fugazes em vídeos de curta duração que empregam telas destruídas, com líquidos aquosos e tintas, além de outros materiais como pedras, folhas, gel e substâncias pastosas.

Um aspecto importante é a contaminação com outras linguagens, no caso a cênica e a performática, no momento em que os vídeos Criaturas integraram a encenação Autour d’un songe apresentada na França, onde as imagens foram projetadas sobre os corpos dos atores e se “transformaram” em mais um personagem em cena, como aponta o encenador Walder Virgolino: “(...)estávamos lá, em cena, nós todos, artistas-colaboradores deste infinito Work in progress, nos deixando entranhar e (re) (trans) vestir por suas imagens que pingavam sobre nossos corpos, procurando, delicadamente, se possível, não nos pisar. As Criaturas de Claudia nos possuiu a todos e nos entregamos felizes a seu aconchego antropofágico.”

Intensas Criaturas em seus infinitos devires: Lançamento e performance - dia 20/8, às 19h, na Livraria da Travessa de Botafogo, Rua Voluntários da Pátria, 97. Editora  da UFF. 124 páginas. R$27,00.
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Sobre Claudia Lewinsohn
Artista visual, pesquisadora em arte contemporânea e professora do Curso de Fotografia da Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro). Mestra em Ciências da Arte (atual Estudos Contemporâneos das Artes) pela UFF, com “Especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil” pela PUC-RJ, tendo cursado também “Arts Plastiques et Sciences de l’Art” na Université de Paris I, Panthéon-Sorbonne.

Luciana Azambuja (21) 99966.8902 / fatutti@gmail.com / facebook: fatutti.comunicacao

terça-feira, 10 de junho de 2014

Alienação Parental no cenário da Mediação de Conflito


Cresce a cada dia o número de diagnósticos da Síndrome de Alienação Parental, - em que o através de um relato falso um dos pais restringe a convivência do filho com o genitor. A mediadora Úrsula Freitas acredita que quando o alienador está alienando ele não é capaz, naquele momento, de emitir um olhar de cuidado para o outro e, diante dessa convicção afirma que Mediação de Conflito é o tratamento mais eficaz, porque é impossível analisar o tema através de um ponto de vista puramente racional ou positivista. A verdade é que em todas as demandas familiares, os sentimentos, as mágoas, as dores e os amores, são fatores que jamais poderão ser levados em consideração pela norma.
Visando facilitar o diálogo entre os envolvidos em um conflito por meio de técnicas de comunicação e negociação, ela ajuda as partes a construírem uma solução adequada para a sua questão, pois cria um espaço ideal para a fala de sentimentos, valores, crenças; oportunidade esta não encontrada no judiciário. No Brasil verifica-se que a questão da Síndrome da Alienação parental toma vulto com a promulgação da Lei 12.318/2010, que passa a tratar do tema deixando mais transparente as condutas caracterizadoras da alienação parental (é um rol exemplificativo, podendo também ser declarado pela autoridade judicial).
O termo criado pelo psiquiatra infantil Richard Gardner tomou como base suas experiências clínicas desde o início de 80. O conceito de um dos pais tentar separar a criança do outro progenitor como um “castigo” por um divórcio tem sido descrito desde a década 40, mas Gardner foi o primeiro a definir uma síndrome específica, que ocorre no contexto de disputas de custódia da criança, quando um progenitor – deliberada ou inconscientemente – tenta afastar a criança do outro. A análise de Gardner atribui toda a responsabilidade do comportamento da criança a um único progenitor quando, na verdade, é uma dinâmica familiar que precisa ser interrompida. Isso só é possível a partir do momento da conscientização comum de que o comportamento que está adotando é nocivo, não só à criança, mas a todo núcleo familiar.
A SAP não é reconhecida pela Associação Médica Americana nem pela Associação Americana de Psiquiatria.
A mediação é um procedimento não adversarial de facilitação do diálogo, que possibilita a compreensão de como cada um vivenciou aquela história. A abordagem da “pauta subjetiva” faz toda a diferença, pois, a mediação humaniza o conflito e proporciona um espaço adequado para busca mais serena de soluções.
Em um espaço confidencial, respeitoso e cuidadoso todas as questões são tratadas de forma a possibilitar aos envolvidos uma maior consciência de suas atitudes. Dessa forma, sem qualquer imposição as pessoas acabam por modificar o seu comportamento porque realizam, verdadeiramente, de que estão causando um dano irreversível, não só aos seus filhos, mas a si mesmas.

Mediação de Conflito: Úrsula Freitas. tel: (21) 2532-7212; 97638-0833, Rua do Carmo, nº 06, grupo 407 – Centro.  ursula.freitas@bndcadv.com.br / ursulafreitas@gmail.com

Contato: Luciana Azambuja (21) 99966.8902 fatutti@gmail.com